Curso Básico sobre Internacionalização de Empresas

A Monde realiza nos dias 17 e 18 de Abril de 2011, o Workshop sobre Internacionalização de Empresas.

Maiores informações em http://workshopmonde.blogspot.com/

terça-feira, 26 de abril de 2011

Empresa Júnior e empreendedorismo

Por: Marcelo José Ferraz Ferreira


Todos já sabem que as empresas juniores são um sucesso no meio universitário. O conceito de empresa júnior, de origem francesa (a primeira surgiu na ESSEC – L’Ecole Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales de Paris, em 1967) ganhou o mundo, e, no Brasil — já há bastante tempo –, diversas universidades, sejam elas particulares ou públicas, já criaram as suas próprias empresas juniores.

Recebi um e-mail de uma estudante do quarto ano da faculdade de Direito da Universidade Federal de Viçosa, através do qual fui indagado se entendia como viável a criação de uma empresa júnior jurídica.

A minha resposta não poderia ser diferente de um estrondoso “sim”.

Já relatei em outros posts que o estudante de Direito — sem deixar de desenvolver, mais e mais, o estudo teórico e técnico desta ciência, em suas diversas especialidades –, deveria desenvolver a prática do empreendedorismo, o conhecimento sistêmico da estrutura empresarial, além do estudo de outras técnicas relevantes para o exercício de qualquer (eu disse qualquer) das profissões jurídicas que venha a exercer no futuro, como, por exemplo, a negociação ou a mediação.

E a empresa júnior jurídica representa um importante espaço para aqueles que pretenderem dar seus primeiros passos para uma atuação no meio corporativo, direta (em um departamento jurídico) ou indiretamente (através de um escritório de advocacia).

É bem verdade que em várias universidades já existem escritórios modelos de advocacia e juizados especiais cíveis. Mas nem por isso a idéia de uma empresa júnior jurídica deixaria de ser viável ou necessária.

A empresa júnior jurídica transcenderia a atividade da advocacia e a atividade judicial. Sem perder o seu foco ou objetivo, ou seja, a prestação de serviços jurídicos (e outras atividades correlatas ao meio acadêmico naturalmente), teria ela um papel mais amplo ou abrangente, uma vez que cuidaria das atividades gerenciais e até mesmo da viabilidade econômica do empreendimento, dentre outras atribuições.

E, não sejamos inocentes: por mais que a atividade da advocacia não tenha caráter mercantilista (com o que concordo plenamente), não há nenhuma dúvida de que aadministração de um escritório de advocacia segue os mesmos princípios aplicados à administração de uma empresa qualquer. É aí que o desenvolvimento de técnicas de administração (mesmo que básicas e absorvidas de forma empírica) e do empreededorismo passam a ter significativa importância na formação profissional do aluno do curso de Direito.

Desculpe-me. Na verdade, o empreededorismo não é importante somente aí, na administração. Aliás, vai muito além disso. É importante para própria vida, para a própria profissão. Empreeder, em essência e no sentido figurado, poderia se resumir na fórmula “ter uma idéia (mesmo que absurda) + tomar iniciativa + seguir adiante (apesar das dificuldades)“. E para aqueles que acham que empreender é para quem é empresário, para quem atua no ramo privado, devo dizer que a idéia de empreendedorismo pode ser desenvolvida — e aplicada — até mesmo por aqueles que queiram ocupar um cargo público (por mais contraditório que isto aparente ser). Ou a fórmula indicada não pode ser utilizada pelos que “estudam para concurso” ? Ou até por aqueles que já ocupam um cargo público: saibam, por exemplo, que juízes também têm metas a cumprir e se quiserem ter a chance de se tornarem desembargadores, também terão que empreender!

Enfim, seja para o simples conhecimento de técnicas ou modelos de gerenciamento, seja para o desenvolvimento do “espírito empreendedor” no estudante do curso de Direito, entendo como viável e relevante a criação de empresas juniores, no âmbito jurídico.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ciclo de Palestra sobre Internacionalização de Negócios

A Monde Consultoria Júnior convida a comunidade empresarial e acadêmica de Brasília para ciclo de palestras sobre Internacionalização de Negócios, a ser realizado no Laboratório de Negociações (Bloco B), do Campus Sul do IESB, no dia 29/04, às 9h00.

Programação
- A Marca Brasil - EMBRATUR
- Os desafios da internacionalização - Expedito da Silva (APEX)
- O mercado internacional para empresas brasileiras - Isabela Cordeiro (APEX)

Dispomos de 10 vagas. Os interessados devem se inscrever pelo e-mail monde.ej@gmail.com, enviando nome, ocupação profissional, empresa ou faculdade e, se for o caso, o semestre que cursa. Não haverá certificado para os participantes.

A atividade se insere nas preparações do Workshop sobre Internacionalização de Empresas que a Monde está organizando em maio próximo, aqui em Brasília. O workshop trará renomados profissionais para explorar o passo-a-passo da internacionalização, desde as dificuldades que o empresário encontra, até toda a logística que deve ser pensada para ingressar em novos mercados. Mais informações em http://workshopmonde.blogspot.com/

 ou pelo nosso e-mail (monde.ej@gmail.com).

A importância do Marketing para Empresas Juniores

Por Felipe Guedes
Em: http://migre.me/4lq77

O Marketing é uma área essencial para o desenvolvimento de uma empresa, tanto Junior quanto Senior.
Nas Empresas Juniores o que devemos destacar, em primeira instancia, é que não se trata de uma atividade meramente ligada a propaganda, esta é apenas uma pequena parte do que o Marketing deve ter como foco. Eu diria que é somente um "P" dos 7 que acredito que existam neste tipo de empresa. Mas a relação destes "P"s tratarei em um outro post.

O que gostaria de destacar neste é a necessidade de conscientização de que o Marketing é algo maior do que muitas vezes é visto em Empresas Juniores, principalmente as recém criadas. Nestas, muitas vezes o Marketing é tratado como uma área voltada à organização de eventos, o que muitas vezes vi se tornar uma cultura inerente à estas Empresas e que acabam por engessar as demais áreas pela falta de uma atividade eficiente de Marketing.

Historicamente, tenho percebido que isto ocorre devido a falta de captação de projetos no inicio dos trabalhos destas Empresas, elas acabam recorrendo a organização de eventos como principal fonte de recursos, e com a área de Marketing sem qualquer foco no cliente. Esta fica muito prejudicada e necessita de um trabalho muito forte para reestruturação.

Em relação a esta reestruturação algo muito difícil de se trabalhar é com a cultura destas Empresas de que as operações de Marketing devam ser estruturadas por meio de planejamentos de curto prazo. Isto é algo extremamente prejudicial pois esta reestruturação pode ser totalmente comprometida. Reestruturação é um assunto muito extenso pois já tenho um pouco de experiencia com este tipo de assunto, tanto em minha Empresa Junior quanto no Diretorio Acadêmico que trabalhei, apesar deste o meu trabalho de reestruturação ser focado principalmente em Divulgação e sem muito planejamento acredito que a experiência também tenha sido extremamente valida. Estenderei o assunto em próximos posts.

A importência do Marketing só é vista quando ele deixa de ser uma atividade meramente operacional e passa a ser de cunho estratégico, apesar de que esta cultura inerente as Empresas Juniores, principalmente as de cursos que não tem disciplinas de gestão, acabam por deixar a visão estratégica totalmente ofuscada, sendo que muitas vezes pode até mesmo passar disso e criar uma força contrária ao movimento rumo a estruturação estratégica. Como trabalhar isto ainda é algo que ainda não descobri, é algo que meche muito com a estrutura da Empresa podendo esta vir a se fechar em caso da hierarquia existente onde muitas vezes grandes idéias saem de baixos níveis e são barradas e até mesmo inibidas pelos que ocupam cargos de maior poder decisório.

Mas trabalhar que esta importância seja vista não é impossível, só deve haver um trabalho contínuo para que sejam estinguidas forças contrarias a corrente e que sejam limpos os óculos que destorcem tal visão. Para isto é necessário um empenho que muitas vezes excede a capacidade dos executores, não peço para que superem tal barreira mas que se motivem a destruí-la ou diminuí-la ao máximo pois só assim pode-se sonhar que um dia tal foco seja alcançado.

domingo, 17 de abril de 2011

Empreendedor social: protagonista chave do desenvolvimento

Por LUIZ CARLOS MEREGE* (fonte: http://migre.me/4cWVB)

Na literatura econômica, o termo empreendedor foi utilizado pela primeira vez pelo economista Joseph Alois Schumpeter. Considerado um dos maiores economistas da primeira metade do século XX, ele é responsável pela teoria dos ciclos econômicos, que coloca o empreendedor econômico como elemento chave para que um país saia da recessão ou depressão.

Para ele, empreendedor é responsável por ações inovadoras que colocam o país novamente no caminho do crescimento econômico. A criação de um novo produto, mudanças no processo produtivo, o uso de uma nova matéria-prima, a introdução de um sistema revolucionário de comercialização e a quebra de monopólio são exemplos dessas ações.

A inovação para Schumpeter só pode ser considerada como tal desde que tenha como pano de fundo o avanço tecnológico. Daí a importância que desde sua obra se tem dado ao investimento que os países devem fazer em pesquisas tecnológicas.

Entretanto, a conquista cientifica só terá significado quando transformada em uma daquelas ações econômicas inovadoras, metamorfose que acontece por obra do empresário empreendedor.

Embora Schumpeter tenha defendido que esse era o caminho para o desenvolvimento, os economistas contemporâneos chamam a atenção que a receita idealizada por ele, na realidade, poderia resultar somente no crescimento da riqueza de um país, principalmente como estratégia antirrecessiva.

Por desenvolvimento entende-se que o crescimento contínuo da riqueza do país, acima da taxa de crescimento da população, deve ser acompanhando de mudanças na distribuição de renda, na estrutura social e política, resultando na melhoria dos indicadores econômicos, sociais e ambientais.

Tomando como referência essa ultima definição pode-se afirmar que o empreendedor social é atualmente o protagonista chave para o desenvolvimento de nosso país. Nos últimos anos, nossos indicadores econômicos melhoraram, mas ainda se faz necessário profundas transformações, principalmente no campo social.

O empreendedor social tem sido o grande responsável por ações inovadoras na educação, na saúde, no saneamento básico, no desenvolvimento comunitário graças às novas tecnologias sociais que tem criado.

A criatividade do empreendedor social não tem limite e pode ser atribuída à própria natureza das organizações do terceiro setor, que garante, aos seus dirigentes, liberdade total para instituir e experimentar novas técnicas de promoção humana, nos campos em que atua.

A liberdade para inovar tem sido uma das fortes razões que explica a enorme atração que o terceiro setor exerce sobre espíritos inquietos que não se conformam com o nosso status quo.

A indignação somada à liberdade criadora e transformada em novas técnicas sociais: eis aí a receita de que tanto necessitamos e que o empreendedor social, como ninguém, sabe usar.

*Luiz Carlos Merege --economista, mestre e doutor pela Maxwell School of Citizenship and Public Affairs da Universidade de Syracuse, de Nova York (EUA), é presidente do Iats - Instituto de Administração para o Terceiro Setor e autor do livro 'Terceiro Setor: A arte de administrar sonhos'. E-mail: merege@iats.org.br

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Resultado do Processo Seletivo

A Monde Consultoria Junior divulga, para conhecimento público, que os candidatos selecionados no 1º Processo Seletivo de 2011 para o estágio probatório foram:

- Bruna Ferreira Salgueiro dos Santos, 7º semestre;
- Diogo Dantas Feitosa, 7º semestre.
- Laysa Veras Pinto, 7º semestre;
- Natália Emerim Martins de Paula, 7º semestre;
- Paula Resende Cathoud Freitas, 6º semestre;
- Raoni Lemos Teixeira, 6º semestre;
- Evie Pedrosa Johnson Buarque, 5º semestre;
- Karolina de Castro Bernardes Vieira, 5º semestre;
- Jean Carlos de Lima Barros, 2º semestre;
- Thiago Lemos Barbosa, 2º semestre;

Os candidatos que se candidataram e não foram selecionados, estão, automaticamente, em nosso banco de vagas e podem ser convocados a qualquer tempo.